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Equipas de alto rendimento

As pessoas fazem as Organizações!

Eu, tu, ele! Cada um, com a sua identidade individual contribui para uma soma cujo resultado é maior e melhor que a soma das partes! A equipa! A equipa que é criada e que, objetivamente, cria valor!

Alto rendimento?! Mais do que “O quê?”, mais do que “Como?”, afinal vem “O porquê?”!

Eis a pergunta que Simon Sinek nos desafiou com o círculo dourado que tem ainda mais empower quando se traduz no “Para quê?”! O “Para quê?” projeta-nos, o “Para quê?” leva-nos para mais além; cria consequência, responsabilidade, caminho em frente!

Vivemos atualmente na era da informação, da tecnologia, da automatização, e até já convivemos com a inteligência artificial! Ora, este fato cria vantagens para as organizações que podem ambicionar melhorar os seus sistemas mas, indubitavelmente, cria igualmente desafios! Afinal, esta evolução que assistimos, repercute-se diretamente nos processos produtivos mas, se não for acompanhada pelo desenvolvimento e incremento de competências humanas, estará seriamente comprometida!

E quando são referidas competências humanas, há que ressalvar a importância dos comportamentos, isto é, das ditas “soft skills”! Efetivamente, com tanta disponibilidade de informação e a distância às suas fontes a reduzir-se aos centímetros que nos separam de um ecrã, não são as competências técnicas e o domínio da tarefa que cria a verdadeira diferenciação! O valor acrescentado está, pois, nas atitudes! Atitudes essas que criam alto rendimento!

Urge, assim, criar equipas que reúnam mais do que “talentos técnicos” para atingir meros indicadores de performance processuais! São necessárias equipas que, através das suas competências individuais e coletivas, alavanquem também os indicadores comportamentais que, por sua vez, “contaminam” positivamente todo o ambiente organizacional!

Mas afinal, que indicadores são estes tão cruciais, quando pensamos de equipas de alto rendimento?! A que nos referimos quando colocamos a “atitude consciente” como um degrau essencial na elevação destas equipas?!

Pois bem; há uma necessidade imperiosa de valorização do verbo “Ser”!

Equipas de alto rendimento fazem acontecer e estão focadas numa melhoria constante dos padrões de referência, mas, na sua base estrutural, tem que existir necessariamente uma orientação para o “Ser”, para os comportamentos que estão a montante da cognição, do saber fazer!

São equipas que têm um capital psicológico que reúne auto-consciência, resiliência, compaixão, otimismo, confiança, determinação, etc. e que lhes permite comunicar, através dos seus comportamentos, com clareza, assertividade, tolerância, humildade, colaboração e cuidado!

Para além dos ganhos objetivos e evidentes que estas equipas dão às suas organizações, existem, naturalmente, outros ganhos – não tão objetivos – que certamente contribuem para um potencial de excelência! Refira-se, especificamente, à tal “contaminação” positiva do ambiente, ao contributo para uma cultura organizacional de respeito, valorização do outro e excelência na superação do que já foi conquistado!

Mas não existe magia na criação destas equipas de alto rendimento! É, sem qualquer dúvida, uma decisão de gestão que implica uma visão de futuro, investimento financeiro e foco nas estratégias de recursos humanos.

Acresce a importância da liderança! Como é crucial o papel do líder destas equipas?! Afinal, este líder dispõe de bons “músicos e instrumentos”, mas se não for um verdadeiro “maestro”, não poderá alinhar seus ativos excecionais e criar maior valor na ótica coletiva e organizacional!

Por fim, há que destacar a importância de trabalhar a Felicidade nas Organizações! Não se pode pedir, exigir e ficar à espera que as equipas entreguem alto rendimento, sem que lhes seja proporcionado o mais importante para que possam florescer: um sentido e uma experiência com propósito!