Viver nos dias que correm em ambientes corporativos dá-nos oportunidade de testemunharmos profissionais com uma “progressão” admirável das suas carreiras!
Começam por serem identificados como “jovens de elevado potencial”, rapidamente são promovidos para posições/níveis de decisão de destaque e, num abrir e fechar de olhos, estão “formalmente nomeados” como líderes de grandes e multifacetadas equipas!
São reconhecidos pelos seus talentos, pelas suas distintas “expertises” e competências técnicas mas, não são tão raras as vezes, que ficam por avaliar o quão preparados estão para assumirem tão desafiante papel de líder!
Esta lacuna de avaliação leva a sérios riscos! Se, pelo lado da organização, precoce ascensão poderá transformar um Colaborador excecional num líder pouco ou nada melhor que razoável, pelo lado do profissional, poder-se-ão ultrapassar fases tão importantes e decisivas para seu crescimento pessoal que tanto concorrem para o papel de um “verdadeiro líder”! Esta apressada sobreposição de experiências pessoais e profissionais, poderá colocar a prémio as suas competências e comportamentos futuras de liderança inspiracional.
Dotadas de uma diversidade imensa de personalidades e experiências, as equipas têm necessidades altamente abrangentes!
O líder é assim desafiado a colocar ao seu melhor, a sua capacidade de criar empatia, de inspirar e criar um clima de confiança, nomeadamente nos momentos de maior exigência individual e coletiva.
Mas não é só! Há que ser exímio na sua própria regulação emocional! Criar mecanismos que o possam proteger – e, por conseguinte, ao clima organizacional! – das suas próprias emoções “frias”, sentimentos de dúvida e menor esperança, mantendo o estado de ânimo e performance do núcleo como um todo!
Mas se há características que reconhecemos no “natural born leader”, teremos também que reconhecer que essas mesmas competências “naturais” têm de evoluir com a organização e com a equipa. Temos visto vários casos de sucesso onde, com o acompanhamento adequado e profissional para o seu desenvolvimento e, especificamente com treino das suas competências pessoais, consciencialização da auto regulação e dos novos desafios que se apresentam a um líder formal, se tornam numa aposta ganha para a organização!