O início de um novo ano, a data de aniversário, o fim do verão, a segunda feira ou o despontar de um novo dia, trazem sempre consigo uma noção de marco do tempo. Uma possibilidade de recomeço onde tudo parece possível. Aí podemo-nos reinventar, renascer, redescobrir.
Na espuma dos dias, o tempo foge por entre os dedos, perdido entre agendas e obrigações. E quantas vezes não conseguimos evitar achar que vivemos uma vida que não é nossa e na qual não nos reconhecemos.
Para onde foi o verdadeiro “EU”? Quem sou?
Somos produto de um sistema educativo e de uma sociedade que nos impõe o percurso dito de sucesso. Na escola tudo se resume a notas. A rankings e a uma visão meramente positivista de ciências exatas (ou não tão exatas mas tornadas cânones para que a comparação seja possível!). Quantos de nós deixamos de SER por inteiro porque nos nivelamos na matemática, no português, na física ou na química tal como nos é imposta e avaliada, sem descobrirmos a razão de ser da ciência ou nos podermos deixar deslumbrar pelas maravilhas da capacidade criativa do Homem, da forma como evoluiu na história, como percebeu o mundo e como pensou sobre ele.
Todos temos um dom. E se já desconfiávamos disso, o livro “O Elemento” de Ken Robinson desperta em nós um fogo de necessidade de o descobrir e revelar (seja em que idade for) e de o nutrir nas gerações mais jovens.
Mas afinal, o que é o Elemento? É a convergência entre o que somos excecionais a fazer e o que mais gostamos de fazer! Estamos no nosso elemento sempre que conseguimos pôr o nosso talento ao serviço das nossas paixões!
O dom precisa de ser descoberto, nutrido, encorajado. A criatividade precisa de conquistar o seu espaço! Não como mais uma disciplina de métricas cartesianas, mas como uma competência a ser aplicada a todas as áreas e contextos da vida!
Só com a liberdade de sermos humanos e únicos, podemos estar mais próximos do nosso Elemento e assim, conquistarmos o nosso lugar nesta nesga de tempo e espaço que ocupamos!